segunda-feira, 20 de março de 2017

55 anos ouvindo pessoas


Suicídio e pobreza na Inglaterra


Um chocante relatório dos Samaritanos mostra que já existe uma ligação direta entre a pobreza e o suicídio em todo o Reino Unido. O relatório “Morrendo de desigualdade” identificou lugares que sofrem de níveis mais elevados de pobreza e baixa renda, tendo portanto, têm maiores taxas de suicídio. Os homens são mais propensos a sentir os efeitos negativos da crise econômica em que as mulheres e os desempregados têm quase três vezes mais chances de tirar a própria vida do que aqueles que têm um emprego remunerado. A presidente do Samaritans Ruth Sutherland disse: "Este relatório diz que não está certo, não é justo e isso tem que mudar. Mais importante, este relatório apresentar, pela primeira vez, o que precisa ser feito para salvar vidas. "Enfrentar a desigualdade iria remover as barreiras para ajudar e de apoio, onde eles são mais necessários e reduzir a necessidade de que o apoio em primeiro lugar. "O governo, serviços públicos, os empregadores, prestadores de serviços, comunidades, família e amigos, todos têm um papel para que a ajuda seja relevante e acessível”, concluiu.

188 agora vai ser nacional



O Ministro da Saúde Ricardo Barros visitou a sede do CVV em São Paulo para assinar convênio ampliando o uso gratuito do telefone 188. Ele esteve acompanhado do Deputado Estadual Vitor Lippi, que também o seu apoio politico para a ampliação do projeto. O processo de implantação do sistema 188 foi iniciado na gestão do ministro Arthur Chioro em caráter experimental no Rio Grande do Sul. O convênio mantido pela atual pasta permitirá que que milhares de pessoas acesso o serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio oferecido pelos voluntários do Centro de Valorização da Vida.

NOTA CONJUNTA DO CVV-MINISTÉRIO DA SAÚDE: "10 de março de 2017, é um dia histórico para o CVV e para a sociedade brasileira. Finalmente teremos um serviço telefônico gratuito de urgência e emergência voltado para a prevenção do suicídio, com o número 188. O termo de cooperação técnica que assinamos com o Ministério da Saúde nesta data possibilita que trabalhemos numa grande rede onde todas as cidades do Brasil poderão contar com o CVV e seus voluntários".

Foto: Voluntários do CVV com o Ministro da Saúde Ricardo Barros e o Deputado Estadual Vitor Lippi / Foto: Rodrigo Nunes-Ministério da Saúde.

Poder restaurador da arte.


UM FILME que mostra farrapos humanos sendo reconstruídos pela arte. Cinebiografia da Dra. Nise da Silveira e seu magnífico trabalho no Hospital do Engenho de Dentro e que foi elogiado por Carl Gustav Jung.



Não se cale, não se omita.


Suicídio entre professores do primário na Inglaterra


O risco de suicídio entre os professores da escola primária e jardim de infância foi de 42 por cento mais elevado do que os padrões na população mais ampla da Inglaterra durante o período de 2011 a 2015, de acordo com dados divulgados pelo escritório de estatísticas nacionais (ONS). Houve 139 suicídios entre os profissionais de ensino e educação durante o período e quase três quartos (73 por cento) destes — ou 102 suicídios — foram registrados como professores primários e berçário.

As impressionantes estatísticas sobre professores primários vem em meio a advertências que crescentes pressões na profissão — em que cerca de 90 por cento dos funcionários são mulheres —, é "uma das ocupações mais altamente estressadas no país hoje", diz o jornal The Independent; o "unmanageable" carga de trabalho causou-lhes desenvolver problemas de saúde mental.

http://www.independent.co.uk/…/primary-school-teachers-suic…

Ao redor do mundo


Estamos vivendo em tempos difíceis. Precisa falar com alguém? Estas pessoas podem ajudar: @800273TALK, @Translifeline, @CrisisTextLine, @trevorproject

PAPYRUS versus o suicídio de jovens



APYRUS é uma ONG de prevenção do suicídio de jovens na Inglaterra. Ela envolve jovens, pais, adultos, empresas, ativistas e profissionais voluntários para percorrer as cidades e países interessados em conhecer sua proposta de esclarecimento sobre o crescente número de suicídios de adolescentes. https://twitter.com/PAPYRUS_tweets


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DOWNLOAD grátis


Dez jovens lutando para salvar suas próprias vidas.

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Solidão e solidariedade


A VIDA SOLITÁRIA é muito cultivada com sinônimo de liberdade e conforto para muitos atualmente. Mas quando se trata de pessoas depressivas, as que não têm opção de convívio, e que passam por situações difíceis, a solidão é um fator muito preocupante e perigoso. Os pensamentos e hábitos negativos se sobrepõem aos nossos valores e crenças e não raro sucumbimos à auto-destruição. Fiquemos sempre atentos aos amigos nessas condições, próximos e das redes sociais. Reservemos sempre um tempinho para um papo edificante ou para um desabafo, rápido que seja. Se for tímido ou não se sentir capaz, não se preocupe muito em dar conselhos e dicas. Ouça em silêncio e diga coisas simples, para dizer que está sempre por perto. Ajuda muito.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Manhãs de depressão e angústia

O período da manhã é o mais difícil para quem está deprimido.

A angústia, a sensação de fraqueza e desânimo são implacáveis. É quando o Espírito retorna ao corpo, depois de alguns momentos de liberdade espiritual durante o sono, e cai novamente no campo físico de provas.

Reaja, ore com propósito e confiança.

Levante-se, fique em pé. Não se deixe dobrar. Logo passa.

Ps. Essa reflexão não dispensa a orientação e o tratamento médico.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Educação emocional e prevenção do suicídio

CRIANÇAS QUE JÁ SABEM DE CERTAS COISAS e fazem perguntas pertinentes sobre temas sérios. Bate-papo com alunos do 4º ano da Escola Municipal Pe. Lucio Floro, em Santos-SP. Nos perguntaram sobre felicidade, tristeza, bullying e muitas outras coisas. E concluimos: "Se você tem um amigo que não quer mais viver, gruda nele que ele vai continuar vivendo".

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Nota de Missão Cumprida. Suely Conchon.





Faleceu hoje de madrugada, em São Paulo, a educadora Suely Bataglia Conchon, voluntária da segunda turma de plantonistas do Centro de Valorização da Vida, de 1963. Foi durante muitos anos membro do Conselho Diretor, do Programa CVV e do Hospital Francisca Júlia. Era casada com Jacques André Conchon e mãe de quatro filhos. Aqui Suely aparece ao lado do esposo e de amigos da diretoria num Congresso do CVV em 1978, na sede Gastroclínica. São eles: Valentim Lorenzetti, Allankardec Gonzalez, Pedro Martins e Flávio Focácio.

sábado, 15 de outubro de 2016

Compartilhe com os jovens



Compartilhe com jovens que você acha que poderiam gostar dessa história.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Como surgiu e como funciona o CVV.


Mensagem para ativistas brasileiros e religiosos que vivem no Japão.



A EXPERIÊNCIA DO CVV PARA GRUPOS RELIGIOSOS NO JAPÃO.  Um grupo de religiosos brasileiros que vivem no Japão nos solicitou instruções para a formação de um trabalho de Escuta Fraterna. No Japão vivem cerca de 170 mil brasileiros, entre os quais encontramos católicos, espíritas, evangélicos, umbandistas, budistas e vários outros segmentos.

Suicídio: o aspecto espiritual da prevenção.


Mensagem  para ativistas religiosos e brasileiros que vivem no Japão. 

sábado, 8 de outubro de 2016

DOWNLOAD GRATUITO do livro e do programa

 DOWLOAD GRATUITO DO LIVRO E PROGRAMA

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O livro Estação Amizade está disponível para dowload gratuito. Pode e deve ser utilizado livremente e sem fins lucrativos. Caso haja interesse pela edição, autoriza-se a publicação, adaptações e distribuição gratuita, sobretudo em ambientes escolares. A leitura no celular é confortável e o arquivo pode ser guardado no Google Drive.

O texto não foi totalmente revisado, podendo conter erros de grafia e gramática. Agradecemos também o envio de sugestões e correções para: santos duquedalmo@gmail.com

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Literatura - Viver é perigoso


Em breve, uma pequena ficção sobre o suicídio e as questões existenciais que mais afetam de jovens na atualidade.


ESTAÇÃO AMIZADE foi escrito entre 14 e 21 de maio de 2016 e relata os conflitos existenciais de jovens, todos relacionados direta ou indiretamente ao suicídio. O narrador é um desses jovens e também está em busca de uma solução para os seus problemas íntimos.

É a história de Hugo, Carla, Samantha, Verônica, Tarso, Gabriel, Larissa, Ariane e Gabriela. Nove jovens lutando para salvar suas própria vidas. Ela é contada por um décimo personagem, que relata as experiências dos amigos e também a sua luta pela sobrevivência existencial.

ESTAÇÃO - Estado de espírito que nos impulsiona no tempo cronológico (Kronos), no sentido Sul-Norte, estimulando pensamentos, sentimentos e ações. Esse percurso, ao prestarmos atenção na bússola e não somente no relógio, pode nos conduzir ao tempo psicológico (Kairós) e muito provavelmente a uma condição chamada Plenitude, que é sempre o início de uma nova trajetória. Caso contrário, podemos estacionar e recomeçar de onde paramos.

Para cada pessoa uma trajetória. Para cada trajetória uma estação diferente.

Qual é a sua Estação?

Qual o rumo da sua viagem?


PS. O livro tem como objetivo estimular a formação de comitês de jovens para prevenção do suicídio. e tem o apoio do CVV-Centro de Valorização da Vida.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

MUDANÇAS I

Tecnologia resolve problemas e muda costumes. Santos Dumont inventou o relógio de pulso para ganhar tempo, evitando tirar e colocar as mãos sujas nos bolsos durante suas atividades na sua oficina de vôo. 50 anos depois o relógio de bolso praticamente desapareceu. Hoje,num único aparelho celular, temos relógio, vídeo,computador, gravador, editor de texto e imagem,máquina fotográfica,filmadora,calendário, calculadora e uma infinidade de aplicativos.Mas é preciso também tomar cuidado com as mudanças pessoais. Santos Dumont não cuidou das suas limitações íntimas, sucumbiu à depressão e cometeu suicídio.Poderia ter sido diferente, se tivesse buscado ajuda e desfrutasse de amizade como apoio. Pense nisso.

MUDANÇAS II



George Eastman mudou a vida de muitas pessoas: criou e popularizou a câmera fotográfica e o filme de rolo.Tornou-se bilionário ao criar a marca e o império da Kodak. Mas o empresário e inventor descuidou da vida pessoal. Triste e deprimido, dizia frequentemente para os poucos amigos que já havia cumprido sua missão e que não iria esperar. Cometeu suicídio. A Kodak também sofreria graves mudanças com as novas invenções digitais, mostrando que a vida sempre tem muitos aspectos que precisam ser muito bem cuidados. Pense nisso.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Levante-se, fique em pé e desafie a Lei da Gravidade

O Homem tem ao longo da sua existência muitos inimigos e inúmeros obstáculos que dificultam suas lutas. São as muitas situações e circunstâncias do dia a dia, das mais simples às mais complexas, que impedem que ele cumpra suas tarefas diárias, que conquiste seus objetivos e realize seus sonhos. Mas de todos esses impedimentos e dificuldades o maior deles talvez seja a lei da Gravidade, esse imperativo natural invisível e silencioso que nos mantém fisicamente presos ao chão e mais profundamente, sob o jugo da força mental, ao Magma do planeta.

A lei da Gravidade é um limite geológico que nos obriga a ser cautelosos com as coisas do mundo, evitando as quedas físicas e os acidentes naturais, porém, quando não é desafiada pela inteligência e pelo senso moral, torna-se um grilhão perigoso contra a dignidade humana rebaixando-nos à condição dos animais, cuja coluna vertebral na posição horizontal indica submissão e irracionalidade.  Já quando desafiamos a lei da Gravidade, nossa coluna vertebral se posiciona de forma ereta e nossa consciência indica que essa posição vertical não permite mais que retrocedamos ao ponto zero dos graus baixos da evolução; e nos impulsiona constantemente rumo aos noventa graus da racionalidade.

Mesmo mantendo a vertebra ereta e permanecendo em pé, as provas e os obstáculos sempre nos convidam ao recuo e à comodidade do chão, pelo desânimo, medo, preguiça e falta de auto estima. As quedas sociais e morais geralmente quebram o nosso vigor vertebral e faz com que a nossa massa corporal se torne mais densa, tornando o fardo das nossas provas mais pesado e o jugo das nossas obrigações mais terríveis e insuportáveis.

Respeitar a lei da Gravidade é, portanto, uma forma de demonstrar cautela e prudência diante dos perigos do mundo físico. Porém, diante dos grandes desafios morais e metafísicos, é preciso sempre desafiá-la com a coragem e a inteligência. Não para fugir do peso e do jugo e sim para torná-los mais leves e suportáveis. Se não a desafiarmos nessas situações e circunstâncias mais complexas, a própria lei vai entender que não somos dignos da liberdade de ação nem de fazer escolhas; que não queremos alçar voos acima das nossas possibilidades e, imediatamente, aplica sua marca disciplinar e nos impõe a força contrária, que nos empurra para baixo.

Tudo isso acontece sempre que nos depararmos com as provas, momentos mais críticos da vida nos quais podemos ser envolvidos pela atitude ativa ou então tomados pela indecisão passiva. Se agirmos, seremos premiados pelas descobertas e soluções; se não agirmos, seremos torturados pela incerteza e pelas frustrações. E mais:  a nossa indecisão e recusa de mantermos-nos em pé e eretos geralmente vem acompanhada de dores e de provas mais rigorosas, próprias do ambiente anti-social e desordenado que criamos em nosso entorno, pela descrença, revolta e comodidade.  Já quando aceitamos o desafio, a Gravidade entende que não queremos a acomodação, nos liberando numa dinâmica de efeito elevatório e espiral; ela se afasta, retirando-se com os limites do instinto, deixando-nos livre e abertos para as muitas possibilidades da razão e da transformação da consciência.

“Porque meu jugo é suave e meu fardo é leve.”- Mateus-11:30

Dalmo Duque dos Santos


Imagem: Issac Newnton, por William Blake

sábado, 23 de janeiro de 2016

O Suicídio no século XIX

  Era o século do absinto e do culto à morte pelo duelo e pelas aventuras poéticas autodestruidoras, uma herança negativa de Voltaire e seus discípulos científicos. O índice de suicídios no século XIX foi tão alto que despertaria mais tarde a curiosidade de pioneiros da Sociologia como Émile Durkheim. Numa edição de maio de 1862 o “Siècle” de Paris publicou uma nota comentando o livro de B. Gastineau, pela Casa Dentu, cujo assunto central era uma curiosa estatística de suicídios.

“Calculou-se que desde o começo do século o número de suicídios na França não se eleva a menos de 300.000; e tal estimativa talvez esteja aquém da verdade, pois a estatística não fornece resultados completos senão a partir de 1836. Desde 1836 a 1852, isto é, num período de dezessete anos, houve 52.126 suicídios, ou seja, a média de 3.066 por ano. Em 1858 contaram-se 3.903 suicídios, dos quais 853 mulheres e 3.050 homens; enfim, segundo a última estatística que vimos no correr de 1859, 3.899 pessoas se mataram, a saber 3.057 homens e 842 mulheres.”

A morbidez exercia tanto fascínio no público leitor que no famoso guia “Como Conhecer Paris por cinco guinéus” também constava como um dos programas preferidos dos turistas a visita a La Morgue, um famoso necrotério da Cidade-Luz. As informações davam uma ideia da grande crise existencial que assolava o mundo ocidental.


“Em 1866, a Morgue recebeu um número recorde de defuntos: 733 – sendo 486 homens, 86 mulheres e 161 crianças. Dos 445 identificados, 285 tinham se suicidado atirando-se ao Sena e 36 enforcaram-se, seis tinham se matado com armas de fogo, seis tinham ateado fogo às vestes e outros tantos ingerido veneno, propositalmente ou não, 19 foram vítimas de homicídios e três tinham sido esfaqueados, três morreram de inanição e 82 de morte súbita, em plena rua. Grande parte do suicídios teve como causa o fracasso de especulações na Bolsa de Valores.”

NOVA HISTÓRIA DO ESPIRITISMO. Editora do Conhecimento. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Suicídio. Antoine Wiertz. 1834.


SUICÍDIO - Cornélio Pires (Espírito)

Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira...
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.


Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.

Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê, nem anda.

Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva...
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.

Suicidou-se a formicida
Maricota da Trindade...
Voltou... Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.

Esforçou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia...
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.

Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.

Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.