terça-feira, 8 de novembro de 2016

Educação emocional e prevenção do suicídio

CRIANÇAS QUE JÁ SABEM DE CERTAS COISAS e fazem perguntas pertinentes sobre temas sérios. Bate-papo com alunos do 4º ano da Escola Municipal Pe. Lucio Floro, em Santos-SP. Nos perguntaram sobre felicidade, tristeza, bullying e muitas outras coisas. E concluimos: "Se você tem um amigo que não quer mais viver, gruda nele que ele vai continuar vivendo".

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Nota de Missão Cumprida. Suely Conchon.





Faleceu hoje de madrugada, em São Paulo, a educadora Suely Bataglia Conchon, voluntária da segunda turma de plantonistas do Centro de Valorização da Vida, de 1963. Foi durante muitos anos membro do Conselho Diretor, do Programa CVV e do Hospital Francisca Júlia. Era casada com Jacques André Conchon e mãe de quatro filhos. Aqui Suely aparece ao lado do esposo e de amigos da diretoria num Congresso do CVV em 1978, na sede Gastroclínica. São eles: Valentim Lorenzetti, Allankardec Gonzalez, Pedro Martins e Flávio Focácio.

sábado, 15 de outubro de 2016

Compartilhe com os jovens



Compartilhe com jovens que você acha que poderiam gostar dessa história.

http://estacaoamizade.blogspot.com.br/

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Como surgiu e como funciona o CVV.


Mensagem para ativistas brasileiros e religiosos que vivem no Japão.



A EXPERIÊNCIA DO CVV PARA GRUPOS RELIGIOSOS NO JAPÃO.  Um grupo de religiosos brasileiros que vivem no Japão nos solicitou instruções para a formação de um trabalho de Escuta Fraterna. No Japão vivem cerca de 170 mil brasileiros, entre os quais encontramos católicos, espíritas, evangélicos, umbandistas, budistas e vários outros segmentos.

Suicídio: o aspecto espiritual da prevenção.


Mensagem  para ativistas religiosos e brasileiros que vivem no Japão. 

sábado, 8 de outubro de 2016

DOWNLOAD GRATUITO do livro e do programa

 DOWLOAD GRATUITO DO LIVRO E PROGRAMA

http://estacaoamizade.blogspot.com.br/

O livro Estação Amizade está disponível para dowload gratuito. Pode e deve ser utilizado livremente e sem fins lucrativos. Caso haja interesse pela edição, autoriza-se a publicação, adaptações e distribuição gratuita, sobretudo em ambientes escolares. A leitura no celular é confortável e o arquivo pode ser guardado no Google Drive.

O texto não foi totalmente revisado, podendo conter erros de grafia e gramática. Agradecemos também o envio de sugestões e correções para: santos duquedalmo@gmail.com

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Literatura - Viver é perigoso


Em breve, uma pequena ficção sobre o suicídio e as questões existenciais que mais afetam de jovens na atualidade.


ESTAÇÃO AMIZADE foi escrito entre 14 e 21 de maio de 2016 e relata os conflitos existenciais de jovens, todos relacionados direta ou indiretamente ao suicídio. O narrador é um desses jovens e também está em busca de uma solução para os seus problemas íntimos.

É a história de Hugo, Carla, Samantha, Verônica, Tarso, Gabriel, Larissa, Ariane e Gabriela. Nove jovens lutando para salvar suas própria vidas. Ela é contada por um décimo personagem, que relata as experiências dos amigos e também a sua luta pela sobrevivência existencial.

ESTAÇÃO - Estado de espírito que nos impulsiona no tempo cronológico (Kronos), no sentido Sul-Norte, estimulando pensamentos, sentimentos e ações. Esse percurso, ao prestarmos atenção na bússola e não somente no relógio, pode nos conduzir ao tempo psicológico (Kairós) e muito provavelmente a uma condição chamada Plenitude, que é sempre o início de uma nova trajetória. Caso contrário, podemos estacionar e recomeçar de onde paramos.

Para cada pessoa uma trajetória. Para cada trajetória uma estação diferente.

Qual é a sua Estação?

Qual o rumo da sua viagem?


PS. O livro tem como objetivo estimular a formação de comitês de jovens para prevenção do suicídio. e tem o apoio do CVV-Centro de Valorização da Vida.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

MUDANÇAS I

Tecnologia resolve problemas e muda costumes. Santos Dumont inventou o relógio de pulso para ganhar tempo, evitando tirar e colocar as mãos sujas nos bolsos durante suas atividades na sua oficina de vôo. 50 anos depois o relógio de bolso praticamente desapareceu. Hoje,num único aparelho celular, temos relógio, vídeo,computador, gravador, editor de texto e imagem,máquina fotográfica,filmadora,calendário, calculadora e uma infinidade de aplicativos.Mas é preciso também tomar cuidado com as mudanças pessoais. Santos Dumont não cuidou das suas limitações íntimas, sucumbiu à depressão e cometeu suicídio.Poderia ter sido diferente, se tivesse buscado ajuda e desfrutasse de amizade como apoio. Pense nisso.

MUDANÇAS II



George Eastman mudou a vida de muitas pessoas: criou e popularizou a câmera fotográfica e o filme de rolo.Tornou-se bilionário ao criar a marca e o império da Kodak. Mas o empresário e inventor descuidou da vida pessoal. Triste e deprimido, dizia frequentemente para os poucos amigos que já havia cumprido sua missão e que não iria esperar. Cometeu suicídio. A Kodak também sofreria graves mudanças com as novas invenções digitais, mostrando que a vida sempre tem muitos aspectos que precisam ser muito bem cuidados. Pense nisso.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Levante-se, fique em pé e desafie a Lei da Gravidade

O Homem tem ao longo da sua existência muitos inimigos e inúmeros obstáculos que dificultam suas lutas. São as muitas situações e circunstâncias do dia a dia, das mais simples às mais complexas, que impedem que ele cumpra suas tarefas diárias, que conquiste seus objetivos e realize seus sonhos. Mas de todos esses impedimentos e dificuldades o maior deles talvez seja a lei da Gravidade, esse imperativo natural invisível e silencioso que nos mantém fisicamente presos ao chão e mais profundamente, sob o jugo da força mental, ao Magma do planeta.

A lei da Gravidade é um limite geológico que nos obriga a ser cautelosos com as coisas do mundo, evitando as quedas físicas e os acidentes naturais, porém, quando não é desafiada pela inteligência e pelo senso moral, torna-se um grilhão perigoso contra a dignidade humana rebaixando-nos à condição dos animais, cuja coluna vertebral na posição horizontal indica submissão e irracionalidade.  Já quando desafiamos a lei da Gravidade, nossa coluna vertebral se posiciona de forma ereta e nossa consciência indica que essa posição vertical não permite mais que retrocedamos ao ponto zero dos graus baixos da evolução; e nos impulsiona constantemente rumo aos noventa graus da racionalidade.

Mesmo mantendo a vertebra ereta e permanecendo em pé, as provas e os obstáculos sempre nos convidam ao recuo e à comodidade do chão, pelo desânimo, medo, preguiça e falta de auto estima. As quedas sociais e morais geralmente quebram o nosso vigor vertebral e faz com que a nossa massa corporal se torne mais densa, tornando o fardo das nossas provas mais pesado e o jugo das nossas obrigações mais terríveis e insuportáveis.

Respeitar a lei da Gravidade é, portanto, uma forma de demonstrar cautela e prudência diante dos perigos do mundo físico. Porém, diante dos grandes desafios morais e metafísicos, é preciso sempre desafiá-la com a coragem e a inteligência. Não para fugir do peso e do jugo e sim para torná-los mais leves e suportáveis. Se não a desafiarmos nessas situações e circunstâncias mais complexas, a própria lei vai entender que não somos dignos da liberdade de ação nem de fazer escolhas; que não queremos alçar voos acima das nossas possibilidades e, imediatamente, aplica sua marca disciplinar e nos impõe a força contrária, que nos empurra para baixo.

Tudo isso acontece sempre que nos depararmos com as provas, momentos mais críticos da vida nos quais podemos ser envolvidos pela atitude ativa ou então tomados pela indecisão passiva. Se agirmos, seremos premiados pelas descobertas e soluções; se não agirmos, seremos torturados pela incerteza e pelas frustrações. E mais:  a nossa indecisão e recusa de mantermos-nos em pé e eretos geralmente vem acompanhada de dores e de provas mais rigorosas, próprias do ambiente anti-social e desordenado que criamos em nosso entorno, pela descrença, revolta e comodidade.  Já quando aceitamos o desafio, a Gravidade entende que não queremos a acomodação, nos liberando numa dinâmica de efeito elevatório e espiral; ela se afasta, retirando-se com os limites do instinto, deixando-nos livre e abertos para as muitas possibilidades da razão e da transformação da consciência.

“Porque meu jugo é suave e meu fardo é leve.”- Mateus-11:30

Dalmo Duque dos Santos


Imagem: Issac Newnton, por William Blake

sábado, 23 de janeiro de 2016

O Suicídio no século XIX

  Era o século do absinto e do culto à morte pelo duelo e pelas aventuras poéticas autodestruidoras, uma herança negativa de Voltaire e seus discípulos científicos. O índice de suicídios no século XIX foi tão alto que despertaria mais tarde a curiosidade de pioneiros da Sociologia como Émile Durkheim. Numa edição de maio de 1862 o “Siècle” de Paris publicou uma nota comentando o livro de B. Gastineau, pela Casa Dentu, cujo assunto central era uma curiosa estatística de suicídios.

“Calculou-se que desde o começo do século o número de suicídios na França não se eleva a menos de 300.000; e tal estimativa talvez esteja aquém da verdade, pois a estatística não fornece resultados completos senão a partir de 1836. Desde 1836 a 1852, isto é, num período de dezessete anos, houve 52.126 suicídios, ou seja, a média de 3.066 por ano. Em 1858 contaram-se 3.903 suicídios, dos quais 853 mulheres e 3.050 homens; enfim, segundo a última estatística que vimos no correr de 1859, 3.899 pessoas se mataram, a saber 3.057 homens e 842 mulheres.”

A morbidez exercia tanto fascínio no público leitor que no famoso guia “Como Conhecer Paris por cinco guinéus” também constava como um dos programas preferidos dos turistas a visita a La Morgue, um famoso necrotério da Cidade-Luz. As informações davam uma ideia da grande crise existencial que assolava o mundo ocidental.


“Em 1866, a Morgue recebeu um número recorde de defuntos: 733 – sendo 486 homens, 86 mulheres e 161 crianças. Dos 445 identificados, 285 tinham se suicidado atirando-se ao Sena e 36 enforcaram-se, seis tinham se matado com armas de fogo, seis tinham ateado fogo às vestes e outros tantos ingerido veneno, propositalmente ou não, 19 foram vítimas de homicídios e três tinham sido esfaqueados, três morreram de inanição e 82 de morte súbita, em plena rua. Grande parte do suicídios teve como causa o fracasso de especulações na Bolsa de Valores.”

NOVA HISTÓRIA DO ESPIRITISMO. Editora do Conhecimento. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Suicídio. Antoine Wiertz. 1834.


SUICÍDIO - Cornélio Pires (Espírito)

Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira...
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.


Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.

Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê, nem anda.

Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva...
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.

Suicidou-se a formicida
Maricota da Trindade...
Voltou... Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.

Esforçou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia...
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.

Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.

Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Convite para reflexão e ação



PRESTE MUITA ATENÇÃO!

Você está sendo convidado nesta rápida leitura a auxiliar o seu próximo apenas com a sua boa vontade e da melhor forma que puder. Não é ajuda em dinheiro, espécie ou qualquer gênero material. Sua ajuda será de natureza espiritual, dentro da sua crença, ideias e concepções. Leia as instruções a seguir e saiba como pode ajudar, e muito, a salvar vidas e socorrer milhares de almas sofredoras e atormentadas.

40 MILHÕES DE ALMAS SOFREDORAS.

“Pai Nosso que estai no Céu... não nos deixe cair em tentação mas livrai-nos de todo o mal”.

Nos últimos 30 anos, com as intensas transformações ocorridas na sociedade e nas pessoas, mais de 40 milhões de seres humanos se lançaram nas trevas de si mesmos e na escuridão do Além pelas vias do suicídio.

A ligação dessas almas infelizes com os que ficaram na Terra também é intensa e perturbadora, exigindo cuidados permanentes e constantes orações para que se reergam e não influenciem mental e negativamente os que ficaram na condição de seus sobreviventes e também sujeitos à mesma tragédia moral.

É preciso agir de forma urgente, urgentíssima, para que todo esse sofrimento seja de alguma forma aliviado e extirpado dos corações de crianças, jovens, adultos e idosos. Todos sofrem muito e precisam de ajuda.

Essa deve ser uma tarefa e esforço de todos núcleos de pensamento e ação humana, das religiões, filosofias e também da ciência, que podem ajudar a prevenir e diminuir imensamente os sofrimentos inimagináveis dos que foram, dos que ficaram e dos que correm o risco de sucumbir à autodestruição.

JORNADAS DE SOCORRO

“Vinde a mim vós que sofreis e Eu vos aliviarei”.

Cada núcleo religioso, humanitário e científico tem suas diferentes formas de compreender o suicídio e ajudar os suicidas; e podem fazer muito para diminuir esses sofrimentos.

Eles estão convocados para uma grande jornada de socorro aos mortos, sobreviventes e suicidas em potencial, empreendendo nas suas particularidades todos os esforços para salvar vidas e amparar os que sofrem, nessa vida ou nas dimensões espirituais.

Todos os procedimentos religiosos, mentais, de cura, bem como o conhecimento acumulado sobre o assunto são muito preciosos. Seu templo, sua igreja, seu grupo de estudos, seu grêmio, grupos de amigos, todos podem colaborar de alguma maneira para prevenir o suicídio e valorizar a vida.

O suicídio não é apenas uma questão existencial ou religiosa. É um assunto de saúde pública e cidadania. Afetas pessoas de todas as cultura, classes sociais e idades.

Todo ser humano, ao menos uma vez na vida, já pensou seriamente em cometer suicídio, seja por rebeldia ou para se aliviar de um grande sofrimento íntimo.

PENSAR, ORAR E AGIR PELOS SUICIDAS.

Ave Maria, cheia de graças, rogai por nós os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém”



VALOR DO CONHECIMENTO

Estude o suicídio de todas as formas que puder, na internet, nos livros, palestras, cursos para voluntários do CVV, suas diversas abordagens, os fatos e os mitos, as estatísticas, agregando conhecimento, desenvolvendo conceitos e eliminando preconceitos em torno do assunto. Conhecimento é sempre força e luz em nossas vidas.

VALORIZE E DINAMIZE SUAS BASES CULTURAIS

Todas os núcleos religiosos, filosóficos e científicos entendem que os suicidas são individualidades em sofrimento e isso desperta nos seus membros a ideia de compaixão e solidariedade. Estude como pensa e age as suas bases em torno de assunto. Esclareça-se e procure esclarecer seus companheiros de crença, ideias e concepções. Troque experiências e busque informações um outros núcleos.

ORGANIZE UM PROGRAMA SEMANAL DE AÇÃO

Apenas uma ou duas horas por semana é suficiente para agir com amor e eficiência aos que precisam de socorro. Grupos de Oração, Grupos de Estudos, Grupos de Mediação e Doutrinação, Grupos de Visitas e de Divulgação e Palestras, Grupos de Ajuda Oitiva e Compreensiva são alguns exemplos de ações. Essas ações podem ser feitas - individualmente ou em grupo - em escolas, empresas, templos, hospitais, eventos públicos e privados, repartições de serviço público, presídios, etc. Solicite ao CVV treinamento e instruções de como agir e ajudar.

ORAR PELOS QUE SE MATAM OU QUEREM SE MATAR

Oremos pelo menos uma vez ao dia pelos suicidas. Segundo a OMS –Organização Mundial de Saúde, todos os anos mais de 800 mil pessoas se matam no mundo; uma pessoa a cada 40 segundos. É como se uma cidade muito populosa desaparecesse todos os anos do planeta. O nosso País é o 8º em números absolutos de suicídio no mundo. Isso significa que diariamente 32 pessoas se suicidam, ou 1 pessoa se mata a cada 45 minutos. No Brasil. Vivos ou em outras dimensões, os suicidas clamam por ajuda, enviam pedidos de socorro por meio de pensamentos, sentimentos, sonhos e outros chamados diretos e indiretos de sensibilização. As pessoas dispostas a ajudar podem aliviar essas dores ouvindo os que ainda estão entre nós e também enviando sentimentos de alegria e esperanças aos mortos. Se 1 milhão de pessoas orassem a cada 40 segundos pelos que pretendem se matar, milhares desistiriam da ideia e milhares que se mataram estariam sendo aliviados e socorridos.

FALE ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO

Mesmo sendo um tabu e assunto cheio de mitos, não tenha medo de falar sobre suicídio ou com pessoas com ideias suicidas. A coragem e a naturalidade é uma poderosa ferramenta de ajuda. Questione as pessoas se elas já pensaram em suicídio. Sempre ofereça apoio moral e informações que você conhece e que podem auxiliar. Use as oportunidades diárias e em todos os lugares para fazer alertas, ouvir os solitários, tristes, angustiados e diminuir o sofrimento pelo suicídio.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Preocupante

Quando alguém lhe disser frequentemente que sente vontade de sumir, desaparecer e que também sente cansaço, muito sono e que gostaria de dormir muito, isso pode ser um sinal de que ela não está mais suportando a vida e que o suicídio faz parte do seu plano de fuga e alívio. Outros sinais muito comuns são as as alternâncias de humor, as reações verbais agressivas e ferinas, tudo para chamar atenção para as dores íntimas que a maioria de nós não vê e não compreende. Quem está assim também está dividido entre morrer e viver e pede socorro, mesmo sendo hostil e sarcástico. Também reclamam muito de que não os enxergamos e que não os tratamos com a devida atenção e respeito. Se irritam com a nossa presença e ao mesmo tempo reclamam da nossa ausência. Não há solução melhor, da nossa parte, senão o amor e uma dedicação firme, que pareça muitas vezes repetitiva e inconveniente. Insista, sempre.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Por que o Rio Grande do Sul é recordista em suicídios

O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros com melhores indicadores sociais. Por outro lado, lidera estatísticas em uma área que preocupa governos e intriga pesquisadores: o de recordista em taxas de suicídio. Os índices gaúchos atingem o dobro da média nacional. Entre 2007 e 2010, foram 10,2 mortes por suicídio a cada 100 mil habitantes, valor próximo ao de países europeus como Suécia e Noruega, conhecidos pelos índices elevados desse tipo de morte. Dados do Ministério da Saúde, tabulados pela Folha de São Paulo e divulgados em janeiro de 2014, apontam que, no período entre 2007 e 2011, nove das 20 cidades acima de 50 mil habitantes que, proporcionalmente, tiveram mais casos de suicídio, estão no Rio Grande do Sul. A região mais afetada está no vale do Rio Pardo, conhecida como polo mundial da produção de fumo.

Um dos municípios mais ricos da região, Venâncio Aires, teve 79 casos em cinco anos, o equivalente a 23,1 casos para cada 100 mil habitantes. Na cidade de 69 mil habitantes a 127 quilômetros de Porto Alegre, o tema é tabu. A explicação comum é a forte influência da cultura alemã e seus padrões de auto-exigência. Cerca de 10% dos leitos do principal hospital local são destinados à psiquiatria. Nos últimos anos, a prefeitura começou a investir em um programa de prevenção baseado em internações e grupos de ajuda. As autoridades locais não conseguem traçar um perfil dos que correm mais riscos. Entre os que tiraram suas vidas, há de pobres a ricos, jovens e idosos, moradores do centro e da área rural. Enquanto a cidade possui taxas de criminalidade baixas, na delegacia há centenas de fotos de investigações de suicídios, que precisam ser apurados até que a hipótese de crime seja descartada. A enfermeira Cristina Teles, que atua na prevenção no município, diz que uma possível causa é um efeito de repetição. “A pessoa pensa: ‘meu pai fez isso, meu avô fez isso’. Em um momento de crise, cogita também fazer.”

Nos anos 90, uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul levantou uma hipótese que associa a alta dos suicídios ao uso de agrotóxicos chamados organofosforados nas plantações de fumo. O trabalho apontava a possibilidade de o produto gerar efeitos comportamentais no agricultor. O debate sobre o assunto fez com que até um projeto de lei fosse encaminhado no Congresso Nacional banindo o uso esses produtos, mas a proposta segue parada desde 2011. O psiquiatra Ricardo Nogueira, que estudou em seu mestrado as taxas de suicídio no Rio Grande do Sul, vê “múltiplos fatores” no fenômeno e cita a questão da “honra” na tradição gaúcha como uma das causas. Compara o comportamento dos gaúchos e japoneses. É a questão da dignidade, de não poder ser traído, de não levar desaforo. Até a influência do Uruguai, onde os índices são muito superiores aos do Brasil, foi posta como hipótese. O doutor em ciências médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul Jair Segal cita a predominância na região de pequenas propriedades familiares, frequentemente afetadas por dívidas ou perdas com o clima.

Muitas hipóteses, estudos e teorias são cogitados, mas, na prática, ficam muitas marcas, pessoas tristes, sofrendo e sem compreender o que fazer, como agir, como lidar com a perda de entes queridos e de amigos. Pessoas que sofrem caladas e decidem morrer.

Divulgar que a prevenção existe, incentivar a criação e a ação de políticas públicas e oferta de apoio são fundamentais para se evitar o suicídio. É preciso informar e apoiar a disseminação de que conversar sobre a vontade que alguns sentem de morrer é mais comum do que se imagina, que todos podemos em algum momento pensar e falar sobre isto, afinal, todos temos aflições, sentimentos que precisam ser compartilhados para que nossa vida possa ser mais leve.

Diante deste quadro, o CVV, em parceria com o Ministério da Saúde, oferece, desde setembro de 2015, um número totalmente gratuito no Rio Grande do Sul, o 188 (nos demais estados, os atendimentos continuam no número 141, através dos Postos locais, ou no www.cvv.org.br, onde é possível conversar via chat, email ou Skype).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Colaboração da Federação Espírita Brasileira



No Brasil o Centro de Valorização pela Vida possui uma equipe de voluntários aptas a atender 24h pessoas que precisam de ajuda. Seja por chat ou pelo telefone 141, sempre tem alguém disponível para auxiliar as pessoas que precisem de auxílio e orientação. Acesse www.cvv.org.br e conheça melhor o serviço. Divulgue e compartilhe com seus amigos!

Dicas do Ministério da Saúde


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Estudantes fazem alerta sobre o suicídio

http://www.unoesc.edu.br/noticias/single/estudantes-de-psicologia-alertam-sobre-o-suicidio


Acadêmicas de Psicologia da Unoesc Pinhalzinho participaram, recentemente, de uma ação para alertar à população sobre a importância de prevenir o suicídio. As estudantes entregaram folders informativos, distribuíram balões e flores amarelas para quem passava pela praça central de Pinhalzinho. As flores foram confeccionadas por uma mulher que já teve caso na família. Clique no link e leia mais. http://www.unoesc.edu.br/noticias/single/estudantes-de-psicologia-alertam-sobre-o-suicidio

REAGINDO À DEPRESSÃO


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Setembro Amarelo



Prevenção do Suicídio


Você sabia que o primeiro serviço telefônico de prevenção do suicídio foi organizado por causa da morte de uma menina de 14 anos. Ela se matou, com medo dos pais, porque teve os primeiros sinais da menstruação e pensou que havia contraído uma doença venérea. Se matou por falta informação e por causa do tabu do sexo. O caso aconteceu em Londres nos anos 1930 e foi registrado por um sacerdote anglicano, que teve que cuidar do cadáver da menina , pois era proibido enterrar suicidas nos cemitérios públicos. Outro tabu. Muitas pessoas se matam por causas obscuras inúmeras que ficam em segredo e que poderiam ter sido salvas apenas com um gesto de amizade e compreensão. Foto: Sir Chad Varah, fundador dos Samaritanos em Londres.

Fonte: Livro "CVV, 50 Anos Ouvindo Pessoas".

sábado, 27 de junho de 2015

Prevenção do Suicídio no Exército Brasileiro


A Diretoria de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social (DCIPAS) promoveu, em 18 de junho de 2015, o I ENCONTRO SOBRE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO, que contou com a participação da Diretoria de Saúde (DSau), Centro de Estudos do Pessoal (CEP), Diretoria de Saúde Mental do Distrito Federal, Centro de Valorização da Vida (CVV) e Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. O Encontro, de caráter multidisciplinar, teve por objetivo conhecer e discutir a temática do suicídio, com vistas ao desenvolvimento de um programa de prevenção voltado para os militares, servidores civis e seus dependentes no âmbito do Comando do Exército.